
Procissão de Santo António, Armando Serôdio, 1962, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - A38809
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O culto e a festa em torno do santo de Lisboa, mas não padroeiro, porque esse atributo pertence a São Vicente, teve origem em 1755, quando o terramoto destruiu a primitiva igreja. Houve então a necessidade de se recolherem fundos para a sua reconstrução, cabendo essa tarefa às crianças, que a partir dessa data, erguiam os conhecidos tronos de Santo António e por eles pediam uma moeda para a obra de um verdadeiro, a construir na nova igreja. No dia 13 de Junho, celebrava-se a missa e a procissão saía da Igreja de Santo António para a Sé onde era rezada um Te Deum, pelo que após se dava início à procissão pelo Bairro de Alfama. O povo alimentando a sua imaginação costumava saltar fogueiras e dançar em honra do Santo, agradecendo as jovens as graças pelo noivo recebido. As danças deram origem ao que são hoje as marchas da cidade que acontecem na noite de 12 de Junho na Avª. da Liberdade, onde os noivos de Santo António que casaram nesse mesmo dia desfilam também.
Na manhã do dia 13 e para quem visite a Igreja de Santo António é distribuído o pão símbólico do Santo e o cravo branco símbolo da pureza, sendo também rezada uma missa. Pela tarde, às 17 horas, tem início a procissão que parte da Igreja de Santo António passa pela Sé e percorre o Bairro de Alfama. Ver mais fotos do Santo António Ver tronos do Santo António |