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Paleolítico Médio



Paleolítico Médio - 200.000 anos A. P.
Este período situa-se entre os 200 000 e 35 000 anos e corresponde ao tipo humano Homo neanderthalensis e à cultura lítica musteriense, caracterizada pela técnica levallois.

Os materiais líticos característicos da cultura musteriense são os núcleos de talhe, as lascas, as raspadeiras e raspadores.

As características do homem Neandertal estavam bem definidas há cerca de 130.000 anos. Cuidava dos seus feridos e dos seus mortos, dando mostras de uma espiritualidade incipiente. Consumia sobretudo carne e embora fosse um caçador muito eficaz acabou por se extinguir há cerca de 30.000 anos, coexistindo durante cerca de 10.000 anos com Homo sapiens sapiens.

Em Lisboa existem achados deste período:
- na Calçada dos Mestres a 250 metros sudoeste da Rabicha em Campolide, onde se encontrou um mustierense puro;
- na Quinta Grande da Charneca, distribuída entre a bacia da Ribeira de Alcântara e a bacia da Ribeira dos Olivais, foram encontrados artefactos mustierenses em sílex, quartzo e quartzito;
- em São Vicente, entre o Largo da Luz e o Campo Grande, descobriram-se sobretudo artefactos mustierenses em sílex, quartzo e quartzito, pressupondo-se que se tratava de uma oficina de produção, dado os elevados restos de fabrico que aí se encontraram;
- em Soeiros, entre a Estrada da Luz e a Estrada de Benfica, esta estação também devia ser uma oficina de produção;




- em Santana, na margem direita da Ribeira de Alcântara;
- na colina setentrional do Castelo de São Jorge;
- em torno da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, na Cidade Universitária;
- no Alto das Perdizes no afloramento basáltico em São Domingos de Benfica, a norte de Monsanto;
- na Cruz de Pedra a norte e a oeste da Quinta da Nossa Senhora da Fronteira;
- na Junqueira, em terrenos basálticos;
- em Vila Pouca na vertente este da Serra de Monsanto até ao Vale de Alcântara, a norte do Viaduto Duarte Pacheco;
- no Alto do Duque a norte de Pedrouços junto ao Forte ;
- e nos terrenos em redor do Parque Infantil do Alvito.

Bibliografia:
SANTOS, Manuel Farinha dos, Lisboa evolução: Lisboa pré romana in SANTANA, Francisco e SUCENA, Eduardo (Dir.), Dicionário da História de Lisboa, Sacavém, Carlos Quintas & Consultores, Lda., 1994, pp. 499-503.
MOITA, Irisalva, Das origens pré-históricas ao domínio romano in MOITA, Irisalva (Coord.), O Livro de Lisboa, Lisboa, Horizonte, 1994, pp. 25-31.
CARDOSO, João Muralha, A Carta Arqueológica do Concelho de Lisboa in Revista Municipal, S. 2, A. XLIX, n.º 23 (1.º trimestre 1988), pp. 3-15.
CARDOSO, João Muralha, A Carta Arqueológica do Concelho de Lisboa in Revista Municipal, S. 2, A. XLIX, n.º 24 (2.º trimestre 1988), pp. 3-25.
ZBYSEWSKI, George e CARDOSO, João Luís, Três estações paleolíticas da Serra de Monsanto in Revista Municipal, S. 2, A. XLIX, n.º 26 (4.º trimestre 1988), pp. 3-44.
RAPOSO, Luís e CARREIRA, Júlio Roque, Os primeiros habitantes da região de Lisboa in Lisboa subterrânea, Museu Nacional de Arqueologia, Milão Electra, 1994, pp. 31-38.


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