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Município (Elevador do )
Elevador de São Julião também conhecido por elevador da Biblioteca ou do Município,  Joshua Benoliel, 1909, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML-A4219
Elevador de São Julião também conhecido por elevador da Biblioteca ou do Município, Joshua Benoliel, 1909, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML-A4219

Localização
Largo de S. Julião/Largo da Biblioteca
Freguesia: Mártires

Autoria
Raoul Mesnier de Ponsard

Data
Inauguração a 12 de Janeiro de 1897

Este ascensor era também popularmente conhecido por elevador da Biblioteca ou elevador de São Julião.
Á semelhança do elevador de Santa Justa também subia na vertical a uma altura de 29,6 metros até ao primeiro pavimento, do qual saía um viaduto à altura de 20 metros sobre a Calçada de São Francisco até à propriedade do visconde de Coruche terminando no Largo da Biblioteca.
Este ascensor foi fabricado por operários portugueses e a sua armação foi conduzida por António Silvério. No seu todo o elevador erguia-se a uma altura de 40 metros. Foi edificado num pátio no Largo de São Julião, no prédio do senhor José Street. O acesso ao pátio fazia-se por um corredor de 3 metros de largura por 22 metros de comprimento. O pátio tinha a forma de trapézio, nele assentavam fortes vigas de ferro pelas quais se moviam as cabines do elevador.
A construção do ascensor Município-Biblioteca foi financiada pelo Dr. João Maria Ayres de Campos.
O público entrava pelo n.º 13, do Largo de São Julião que actualmente é o Restaurante Solar Pombalino, e saía também no n.º 13 do Largo da Biblioteca, actual Largo da Academia Nacional de Belas-Artes sendo necessário percorrer um passadiço metálico sobre a Calçada de São Francisco.
Movia-se por contrapeso de água. Cada cabine tinha a capacidade de 25 pessoas.
Este elevador entrou em funcionamento em 12 de Janeiro de 1897, encerrando em 1915, sendo substituído pelo carro eléctrico da Rua da Conceição – Calçada de São Francisco - Camões.
Este elevador ficou ligado à intentona de 28 de Janeiro de 1908, conhecida como Golpe do Elevador da Biblioteca, em que conspiravam carbonários, republicanos e dissidentes progressistas. Foram presos António José de Almeida, Afonso Costa, Álvaro Poppe e mais suspeitos, num total de noventa e três conspiradores.

Bibliografia:
ALVES, Maria Amélia Lemos, Lisboa dos Elevadores, 1.ª ed., Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 2002.
CALLIXTO, Vasco, As rodas da capital. História dos meios de transporte da cidade de Lisboa, 1.ª ed., Lisboa, Junta Distrital de Lisboa, 1967.
CAPITÃO, Maria Amélia da Motta, Subsídios para a história dos transportes terrestres em Lisboa no século XIX, 1.ª ed., Lisboa, 1974.
ESTRELA, Edite, Lisboa - A cidade dos Elevadores, 1.ª ed., Lisboa, Companhia Carris de ferro de Lisboa, 1986.
MENDONÇA, Manuela (Coord.), História da Companhia Carris de Ferro de Lisboa em Portugal (1850-1901), 1.ª ed., Lisboa, Companhia Carris de Ferro de Lisboa, S.A. e Academia Portuguesa de História, 2006.


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