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A Inauguração do Coliseu dos Recreios em 1890
Coliseu dos Recreios, Ferreira da Cunha, s. d., Arqquivo Municipal de Lisboa, A74067
Coliseu dos Recreios, Ferreira da Cunha, s. d., Arqquivo Municipal de Lisboa, A74067

O actual Coliseu dos Recreios é herdeiro do Coliseu que existiu no Passeio Publico, os Recreios Whitoyne, e que se destacou por apresentar récitas de grande qualidade para um público mais popular, como foi, a 10 de Junho de 1884, a execução da cantata Patrie, de Alfred Keil
Quando em 1887, Pedro Monteiro, António Macieira, Santos Taveira e Gregório de Almeida fundaram a nova Empresa de Recreios Lisbonense, convidaram os accionistas do antigo Coliseu Whitoyne, entre os quais se encontrava o rei d. Carlos, para se juntarem com o objectivo de construir uma grande sala de espectáculos popular, que encenasse espectáculos de qualidade a preços acessíveis.
Os terrenos foram adquiridos em 1888 e o projecto encomendado aos engenheiros Goulard, pai e filho, e ao mestre Manuel Garcia Júnior. A decoração dos interiores foi entregue ao cenógrafo Eduardo Machado que pela primeira vez desenhou candeeiros eléctricos, em vez de candeeiros a gás, para iluminação de palco. O arquitecto Cesare Ianz, responsável pela fachada do edifício, última parte concluída, e a que os motivos decorativos em reboco e algumas carrancas, lhe aumentaram a grandiosidade que ainda hoje se pode admirar.
A cúpula de ferro, com 25 metros de raio, foi encomendada na Alemanha, à Firma Hein Lehemann e Cª, e colocada no dia 11 de Novembro de 1889. Engenheiros e operários vindos daquele país orientaram a colocação da gigantesca concha de ferro que pesava mais de 100 toneladas.
No dia 14 de Agosto de 1890, com o Coliseu ainda em obras, fez-se o primeiro espectáculo a que assistiram cerca de 5 mil pessoas. O Diário de Noticias noticiou a inauguração: “O Coliseu dos Recreios é, pois, uma sala de espectáculos que honra a nossa capital, não havendo melhor no estrangeiro, e poderá ser aplicada para exposições, exercícios militares, touradas, etc.”.
E assim aconteceu, a polivalência do Coliseu permitiu que ao longo dos tempos fossem apresentados os espectáculos mais díspares, desde a ópera e opereta, passando pelo Circo, música clássica, rock, e a música popular portuguesa.
 
Bibliografia:
DIAS, Marina Tavares, 1962 - Lisboa desaparecida / Marina Tavares Dias. - Lisboa : Quimera, cop. 1987. - VI. : il.
MOREAU, Mário, 1926-Coliseu dos Recreios : um século de história / Mário Moreau. - Lisboa : Fundação Cidade de Lisboa : Quetzal, 1994. - 413 p. : il.

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