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Luís Vaz de Camões
Busto de Luís de Camões, pertence ao grupo "Amigos de Lisboa", s. a., s. d., Arquivo Municipal de Lisboa, AFML- A80663
Busto de Luís de Camões, pertence ao grupo "Amigos de Lisboa", s. a., s. d., Arquivo Municipal de Lisboa, AFML- A80663

Luís Vaz de Camões
1524? ∞ 1580

Considerado o maior poeta português, Luís de Camões lega-nos uma extensa e belíssima obra lírica, constituída quer por redondilhas, sonetos, canções, odes, oitavas, tercetos, sextinas, elegias e éclogas e algumas canções trovadorescas. O poeta deixa-nos ainda a célebre epopeia dos descobrimentos portugueses, Os Lusíadas; e, no teatro, três obras dramáticas, nomeadamente o Auto dos Enfatriões, El-rei Seleuco e o Auto chamado de Filodemo.
Camões conciliou a tradição renascentista - sob forte influência de Petrarca, nomeadamente no soneto - com alguns traços maneiristas. Noutras composições, aproveitou elementos da tradição lírica nacional, numa linha que vinha já dos trovadores e da poesia palaciana, como por exemplo nas redondilhas «Descalça vai para a fonte» (dedicadas a Leonor), «Perdigão perdeu a pena», ou «Aquela cativa» (que dedicou a uma sua escrava negra). O seu génio lírico reside na originalidade que confere às tendências de inspiração italiana e, simultaneamente, à renovação da lírica mais tradicional portuguesa.
Ao certo pouco se sabe sobre a vida de Luís Vaz de Camões. Os poucos factos tidos como verdadeiros, são-nos relatados pela sua obra.
Desta forma, julga-se que Camões tenha nascido em Lisboa, talvez em 1524 ou 1525 e que, devido à sua vasta cultura, tenha frequentado a Universidade de Coimbra, junto de seu tio Bento Camões, que era, então, Chanceler da Universidade.
Mais tarde regressa a Lisboa, onde reparte os serões entre a corte e a alegria das ruas.
Cerca de 1549, alista-se no exército e combate em Ceuta, onde perde o olho direito.
De volta a Lisboa, leva uma vida de boémia e, na procissão do Corpo de Deus, ao ferir um funcionário real, acaba por permanecer preso durante um ano, donde sai, em 1553, mediante o pagamento de uma multa.
Nesse mesmo ano embarca para a Índia na nau de S. Bento, passando por uma grande tempestade no Cabo da Boa Esperança.
Ao regressar do Oriente, naufraga na foz do Mecão (julga-se ter sido aqui a morte duma das suas amadas, Dinamene). Ao chegar a Goa relaciona-se com gente importante, como os vice-reis, D. Francisco de Sousa Coutinho e D. Constantino de Bragança, Garcia da Orta, Diogo Couto, entre outros.
Mais tarde divaga por Malaca, e várias ilhas da Malásia, chegando à Índia em 1561, onde sonha com o regresso à pátria. Um irmão do vice-rei leva-o até Moçambique, onde graças à da beneficência dos amigos, escreve Os Lusíadas.
Regressa Lisboa em 1569, e em 1572, ao publicar a célebre epopeia, obtém junto de D. Sebastião 15.000 reis anuais, o que significava uma pensão exígua, vivendo com dificuldades. Desconhece-se a data e circunstâncias precisas da morte deste grande escritor que foi Luís de Camões.

Bibliografia:
BARREIROS, António José – História da literatura portuguesa séc. XII-XVIII. 8a ed. [S.l.]: Ed. Pax [distrib.], [197-?]- imp. vol. 1. 585 p.
SARAIVA, António José – Iniciação na literatura portuguesa. Lisboa: Gradiva, D.L. 1996. ISBN 972-662-458-4
Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura. Lisboa: Verbo cop., 1963. vol.4. ISBN 972-22-1850-6


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