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Feira da Ladra na antiga praça da Alegria, aguarela adquirida pelo Visconde Júlio de Castilho em 1882, José Artur Leitão Bárcia, [entre 1900 e 1945], Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - A7281 (Clique para ampliar)
Feira da Ladra na antiga praça da Alegria, aguarela adquirida pelo Visconde Júlio de Castilho em 1882, José Artur Leitão Bárcia, [entre 1900 e 1945], Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - A7281 (Clique para ampliar)

É o livro que consumiu em noites de trabalho a imaginação de um homem de talento, livro que andou em mãos de senhoras, que foi lido e decorado n’uma certa época em que foi moda, que se emprestou a um conhecido que nunca restituiu como costumam fazer todos os conhecidos a todos os livros que lhes são emprestados (…)’.

Em 2010 comemora-se 400 anos sobre a primeira postura oficial (1610) em que surge a designação Feira da Ladra, mercado popular de objectos usados que tem como património arquitectónico vizinho a Igreja de S. Vicente e o Panteão Nacional. Realiza-se 2 vezes por semana, às terças-feiras e sábados, respectivamente, no período da manhã que se estende ao longo da tarde.

A origem deste mercado é datável do século XIII, com a possível instalação da Feira, em 1272, na Costa do Castelo (Travessa do Chão da Feira). A primeira determinação camarária para a mudança de instalações surge no reinado de D. Dinis (1311) e a primeira notícia da realização da Feira no Rossio é de 1552, tal como consta da Estatística Manuscrita de Lisboa (existente na Biblioteca Nacional). A partir de 1823 sai do Rossio estendendo-se do Passeio Público até à Praça da Alegria. Depois de mais algumas deambulações, por edital de 27 de Abril de 1835, é transferida para o Campo de Sant’Ana. Em 1882 faz-se a última mudança da Feira, para o Campo de Santa Clara. Até 1903 realiza-se, neste lugar, apenas às terças-feiras, já que aos sábados tem uma ‘filial’ no Mercado de S. Bento.

Do seu nome sabemos as opiniões de Augusto Pinho Leal (Portugal antigo e moderno), de Ribeiro Guimarães (Jornal do Commercio, 1874) e de Alberto Pimenta (O Repórter, 1889) que opinam de diferentes maneiras sobre a questão etimológica, enquanto os primeiros discutem a feira da Ribeira como provável antecessora da Feira da Ladra, por se realizar na margem ‘lada’ do Tejo (aquela expressão em português antigo significa margem de um rio). Alberto Pimenta, não encontrando indicações de que a Feira tenha passado por aquela zona ribeirinha, confronta que a designação foi retirada do facto de se venderem objectos roubados, conforme a postura de 1610.

Bibliografia:
DIAS, Marina Tavares - A Feira da Ladra. Lisboa: Ibis, cop. 1990. 97 p. : il.


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