Espaço e Tempo Revelar LX
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Andradas/Ericeira (Palácio dos )
Pormenor do quarteirão que correspondia à área ocupada pelo antigo Palácio dos Andradas. Atlas da Carta Topográfica de Lisboa, Filipe Folque (dir): 1856-1858. CM L, Arquivo Municipal de Lisboa, 2000, n.º 36. ISBN: 872-8517-16-5. (Clique para ampliar)
Pormenor do quarteirão que correspondia à área ocupada pelo antigo Palácio dos Andradas. Atlas da Carta Topográfica de Lisboa, Filipe Folque (dir): 1856-1858. CM L, Arquivo Municipal de Lisboa, 2000, n.º 36. ISBN: 872-8517-16-5. (Clique para ampliar)

Localização
Entre a Rua dos Condes e o Largo da Anunciada
Freguesia: São José

Data
Século XVI-XVIII.

O Palácio dos Andradas foi mandado construir por Fernão Alvares de Andrade, em 1533. O seu proprietário era fidalgo da casa real de El-Rei D. João III, escrivão da fazenda, tesoureiro-mor, conselheiro, cavaleiro da Ordem de Cristo, padroeiro do priorado de Santa Maria do Aguiar e fundador reedificador do Mosteiro da Anunciada.
O majestoso edifício, famoso pela sua grandeza e elegância, localizava-se em frente ao Convento das freiras da Anunciada. A norte ficava o Largo do Mosteiro, a nascente a Carreira dos Cavalos, a sul a futura Rua dos Condes e a poente as hortas do Valverde, que seria mais tarde a Rua Oriental do Passeio Público. O palácio ocupava o actual quarteirão, da Rua dos Condes ao Largo da Anunciada.
O vinculo dos Andradas passou para os condes da Ericeira através do casamento de D. Isabel de Castro, neta do fundador do palácio e filha de Álvaro Pires de Andrada, Comendador de Torres Vedras, com D. Fernando de Menezes, 4.º Senhor do Louriçal, que não sucedeu o irmão no título de conde da Ericeira, mas administrava o vinculo dos Ericeira.
O Palácio foi enriquecido na posse dos Ericeira. Tinha cento e vinte casas, dez pátios, uma fonte-cascata mandada executar em Roma, da autoria do escultor romano Bernini, uma livraria com 18.000 livros impressos, 1000 colecções de papéis vários, um livro de plantas e ervas iluminado de Mathias Carvime da Hungria, a História do Imperador Carlos V, cartas de marear dos primeiros exploradores portugueses e numerosos livros manuscritos. Dispunha de uma colecção de mais de duzentas pinturas, incluindo quadros de Ticiano, Correggio e Rubens decorando quatro salões do andar nobre. Acedia-se ao andar nobre por uma opulenta escadaria. Era uma residência verdadeiramente principesca, com numerosos compartimentos mobilados luxuosamente. A entrada era sumptuosa, os jardins extraordinários, com várias fontes de mármore e grutas revestidas de plantas. Tinha dois pátios internos e as suas cavalariças eram enormes e apetrechadas com o melhor equipamento hípico da época.
Em 1665, eram organizadas umas conferências famosas neste palácio, mas após o suicídio de D. Luís de Menezes, 3.º Conde da Ericeira, em 26 de Maio de 1690, que se atirou de uma das janelas para o jardim, foram interrompidas. Após esta tragédia a família Ericeira foi viver para o Palácio do Cunhal das Bolas, no Bairro Alto, abandonando este opulento palácio, que foi totalmente destruído pelo terramoto de 1 de Novembro de 1755.
Sobre os seus escombros foram sendo construídos casebres sem licença de grande pobreza, os quais foram posteriormente substituídos por casas aburguesadas.
No local também foi construído o Teatro Mecânico (1858-1870), sucedido por um prédio de Manuel Nunes Correia, projectado pelo italiano Cinatti. Do lado da Rua das Portas de Santo Anão, no grande pátio central do antigo palácio estabeleceu-se durante vários anos as cocheiras do Lagoia, que era uma empresa de trens funerários. Nestas terras também estava instalado o Pátio do Tronco.
Na esquina norte da Rua Oriental do Passeio Público funcionou em 1856-57 o Teatro dos Países-Baixos, num barracão armado. No centro dos terrenos, a partir de 1845, foi montado o Circo de Madrid. Na esquina da Rua dos Condes, ficava o Teatro da Rua dos Condes inaugurado em 1765 e que findou em 1882.
Actualmente, a esquina do Largo da Anunciada com a Avenida da Liberdade, o grupo Heritage, comprou em 2001, um casa setecentista, edificando no local segundo o projecto do arquitecto Miguel Câncio Martins, o Hotel Heritage Av. Liberdade, inaugurado em Abril de 2007.

Bibliografia:
FREIRE, João Paulo – Lisboa do meu tempo e do passado. Do Rocio à Rotunda. Lisboa. 1932, vol. 4, cap. I, p. 265,  cap. II, 271, cap. III, p. 275.
VIDAL, Angelina – Lisboa Antiga e Lisboa Moderna. Elementos históricos da sua evolução. Lisboa, Veja, p. 52-53.
BRITO, J. J. Gomes – Ruas de Lisboa. Notas para a história das vias públicas lisbonenses. Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1933.


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