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Foz (Palácio )
Palácio Foz, Eduardo Portugal, s.d., Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - B095467 (Clique para ampliar)
Palácio Foz, Eduardo Portugal, s.d., Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - B095467 (Clique para ampliar)

Localização
Praça dos Restauradores
Freguesia: São José

Autoria
Arquitecto Francisco Fabri, Arquitecto José António Gaspar, Arquitecto Luís Benavente.

Data
1777-1858

Imponente edifício sito na Praça dos Restauradores. Apresenta vários estilos arquitectónicos no interior e no exterior, isto porque começou a ser construído em 1777 e só foi concluído em 1858, foi alvo de restauros e remodelações em 1889 e de novo intervencionado com restauros e ampliações em 1942.
O 4.º Conde de Castelo Melhor, D. José Vasconcelos e Sousa Câmara Faro e Veiga, tinha várias casas e um palácio na área ocupada pelo futuro Palácio Foz. A sua riqueza acumulada, permitiu-lhe mandar edificar um novo palácio, encomendado ao arquitecto italiano Francisco Xavier Fabri. Comprou terrenos envolventes para ampliar a propriedade. Gastou o Conde 13:500$000 réis em melhoramentos na propriedade.
O Conde D. José foi elevado a Marquês, através do decreto de 4 de Setembro de 1764. O 1.º Marquês morreu em 1768, cabendo a D. António, 2.º Marquês concretizar o sonho do pai, iniciando-se as obras do novo palácio em 1777. A morte do arquitecto Fabri, em 1807, parou as obras de imediato. As invasões francesas e a falta de meios causou uma longa interrupção na construção do palácio, que foi retomada somente em 1845, por instigação da Câmara, sobre a posse do 4.º Marquês, D. António de Vasconcelos e Sousa, sendo terminadas em 1858. A família Castelo Melhor deixou de residir no palácio.
O Circo Price alugou parte do edifício incluindo os jardins, instalando no local os Recreios de Withoyne. Construíram dentro do palácio um grande teatro.
A 6.ª Marquesa, D. Helena alienou o imóvel a favor de Tristão Guedes de Queirós Correia Castelo Branco, 1.º Marquês da Foz, em 1889. O palácio foi alvo de alterações da fachada e de obras internas de enriquecimento e embelezamento conduzidas pelo arquitecto José António Gaspar, pelo escultor Simões de Almeida, pelo entalhador Leandro Braga e pelos pintores Columbano, Malhoa, entre outros.
Destacam-se as Salas da Fornalha, a Capela da Pureza, a Sala dos Espelhos, as Salas de Baile.
Em 6 de Maio de 1901 o seu valioso recheio foi leiloado. Em 1902 o palácio foi alugado a Manuel José da Silva, dono do Anuário Comercial. Em 1908 foi hipotecado o edifício no Credito Predial e em 1910 foi comprado pelo Conde de Sucena.
A família Sucena alugou o espaço a ourives, alfaiates, fotógrafos, modistas, clubes, leitaria, ginásio. Foi parte do edifício a legação dos Estados Unidos. Neste palácio funcionou a Pastelaria Foz, o Salão Foz, o Club Maxim’s, o Central Cinema, o Restaurante Abadia,  e o Club dos Restauradores.
O edifício sofreu nova hipoteca a favor da Caixa Geral de Depósitos, que o comprou em 1939. Em 1940 este imóvel passou para a posse da Fazenda. Foi restaurado em 1944 pela equipa dirigida pelo arquitecto Luís Benavente. Em 1947 aqui foi instalada a sede do Secretariado Nacional de Informação e Cultura Popular – SNI.
Actualmente funcionam nas suas instalações a sede do Turismo de Lisboa, o Gabinete para os Meios de Comunicação Social, o Observatório da Comunicação, a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista, o Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a Inspecção-Geral das Actividades Culturais, a Cinemateca Júnior, a Loja dos Museus, a Esquadra de Turismo e a Comissão para as Comemorações do Centenário da República.
Este palácio é classificado Imóvel de Interesse Público desde 1971.

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de – Inventário de Lisboa. Lisboa: C.M.L., 1946, fascículo IV, p. 47-49.
ATAÍDE, Carlos Schneeberger – Palácio Foz. Lisboa: Direcção-Geral da Divulgação, 1984.
FREIRE, João Paulo – Lisboa do meu tempo e do passado. Do Rocio à Rotunda. Lisboa. 1932, vol. 4, cap. I, p. 265,  cap. II, 271, cap. III, p. 275.
VIDAL, Angelina – Lisboa Antiga e Lisboa Moderna. Elementos históricos da sua evolução. Lisboa: Veja, p. 53-57.

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