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Abertura da Av. da Liberdade e o Fim do Passeio Público em 1879
Avenida da Liberdade, gravura, estúdio Mário Novais, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - A4641
Avenida da Liberdade, gravura, estúdio Mário Novais, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - A4641

O Passeio Público nasceu da reconstrução da cidade pombalina do século XVIII e constituía o prolongamento da praça do Rossio, espaço para ser amplo, também ele fluído, ortogonal e funcional para a cidade, um espaço de lazer.
Em 1785 já existiria e constava do Plano Geral da cidade desse ano. Compunha-se de um vasto bosque, delimitado por grossos muros, mais tarde gradeado e com entradas no topo norte e sul, que regulavam as entradas e saídas e faziam cumprir as posturas municipais sobre o comportamento dos seus visitantes.
Entre 1830 e 1840, melhoramentos sucessivos foram feitos pela Câmara Municipal de Lisboa. Construiu-se uma cascata com o nicho que albergava a estátua de Anfitrite, deusa do mar, um terraço com acesso para a praça da Alegria e projectaram-se viveiros e pavilhões de música para animar o recinto.

Mas a cidade emergia para norte e o desenvolvimento industrial impunha uma nova ordem na circulação de pessoas e de veículos e, por isso, uma nova concepção em fazer a cidade.
Era essencial abrir uma nova artéria na capital para a expansão da cidade para norte.

No dia 24 de Agosto de 1879, iniciaram-se os primeiros trabalhos de demolição do Passeio Público para se abrir a futura avenida da Liberdade.

O projecto obrigaria à expropriação de alguns terrenos, na maioria hortas e quintas, tarefa essa camarária e da intervenção do ilustre José Gregório da Rosa Araújo, que financiou algumas das expropriações na zona.
Em 1881, a Câmara Municipal ficou incumbida de executar as expropriações, demolições, construção da avenida da Liberdade e a urbanização de novos bairros: do Conde Redondo e Camões a oriente, e do bairro Barata Salgueiro a ocidente. Demoliu-se também o antigo circo Price e o teatro do Salitre.
O projecto da avenida da Liberdade foi traçado pelo engenheiro Frederico Ressano Garcia e pela sua equipa da Repartição Técnica da Câmara e consistia no risco de dois lanços. O primeiro com início na entrada do Passeio Público, entre a zona dos Restauradores e a praça da Alegria, e o segundo partiria desta praça até à zona do Vale do Pereiro. Estes primeiros trabalhos prolongaram-se até 1885.

O projecto foi assim executado e a avenida da Liberdade foi oficialmente inaugurada em 28 de Abril de 1886, com a presença do rei D. Luís I, da corte e de uma cerimónia. Estava aberta uma nova era na urbanização e na expansão da cidade.

Bibliografia

SANTANA, Francisco e SUCENA, Eduardo (dir.), Dicionário da História de Lisboa, 1.ª ed., Sacavém, Carlos Quintas & Associados – Consultores, 1994, p. 118-119.
Do Passeio à Avenida: Os originais do Arquivo Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, Pelouro da Cultura, Departamento Património Cultural, Divisão de Arquivos, 1ª ed, Lisboa, 1998, p.18-81.

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