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Acontecimentos entre 1650 e 1699
Planta da cidade em 1650 da autoria de João Nunes Tinoco, Mário Novais, 1948, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML – A11287 (Clique para ampliar)
Planta da cidade em 1650 da autoria de João Nunes Tinoco, Mário Novais, 1948, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML – A11287 (Clique para ampliar)

O período de 1650-1699 coincidiu, grosso modo, com o atribulado reinado de D. Afonso VI (D. João IV morreu em 1656), antecedido pela regência de D. Luísa da Gusmão, e com o início do reinado de D. Pedro II (1683). Foi ainda marcado pelas guerras da Restauração, que se prolongaram até 1668, data da assinatura do Tratado de Madrid, pelo qual se firmou a paz ibérica e a Espanha reconheceu a legitimidade do rei português.
Em Lisboa, na 2.ª metade do século XVII, assiste-se à consolidação do Bairro Alto. Para além desta zona, a quase totalidade da cidade mantinha a sua definição medieval, constituída por ruelas estreitas e tortuosas. Os coches começaram a criar problemas de circulação e para os reduzir surgiram as primeiras indicações de trânsito conhecidas, de 1686.
Em 1665, o senado teve necessidade de abrir novas serventias ao tráfego, como a Rua Nova do Almada, através da qual se fazia a ligação do Chiado à Baixa. Verificou-se, igualmente, o desdobramento da Rua Nova da Palma em 1673, e o alargamento da Rua dos Ourives da Prata em 1681. Em 1652 tinha havido uma redefinição da área urbana através de uma nova linha de fortificação defensiva. Do ponto de vista urbano, refira-se finalmente o surgimento da iluminação das ruas com a utilização de lampiões.
A nível arquitectónico ocorreram intervenções em edifícios religiosos já existentes, como no mosteiro de São Vicente de Fora (1650), na Igreja de Nossa Senhora do Loreto (1676), na Igreja de S. Pedro de Alcântara (1680) e na Igreja e Convento dos Cardais (1681). É, no entanto, com o projecto de João Antunes, para a Igreja de Santa Engrácia (1682), que se inaugurou um novo discurso arquitectónico, de sensibilidade barroca.
Neste período registou-se um novo tipo de arquitectura urbana de habitação, caracterizada pela horizontalidade, sobriedade e simetria dos edifícios, chamado “estilo chão”. Como exemplo desta arquitectura doméstica são de salientar, os palácios urbanos de Tancos, Alvor e Azurara, e as quintas de recreio, de Távora (Galveias), Azambuja (Palhavã) e Marqueses da Fronteira.
No ano de 1663 surgiu a imprensa periódica, com a publicação em Lisboa do jornal mensal o “Mercúrio Portuguez”. Em 1689 foi publicado o jornal semanal “Mercúrio da Europa”. Estes periódicos foram o grande meio de informação dos lisboetas.

Bibliografia
FRANÇA, José-Augusto, Lisboa: Urbanismo e Arquitectura, 2ª ed., Lisboa, Livraria Bertrand, 1898, pp.25-29.
MENEZES, Avelino de Freitas de (coord), Portugal da Paz da Restauração ao ouro do Brasil, SERRÃO, Joel, MARQUES, A.H. de Oliveira (dir.), Nova História de Portugal, vol. VII, 1ª ed., Lisboa, Editorial Presença, 2001, pp. 77-78, 567-584.
BERGER, Francisco Gentil, Guia de Arquitectura Lisboa 94, 1ª ed., Lisboa, 1994, pp.60-90.
COUTO, Dejanirah, História de Lisboa, 1ª ed., Lisboa, Editora Gótica, 2003, pp.178-180.
MOITA, Irisalva (coord.), O Livro de Lisboa, 1ª ed., Lisboa, Livros Horizonte, 1994, pp.239-277.


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