Espaço e Tempo Revelar LX
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Bartolomeu Lourenço de Gusmão
Reprodução do quadro do pintor brasileiro Benedito Calixto. In VISONI, Rodrigo Moura – O inventor do balão de ar quente. História. Ano XXVIII, III Série, N.º 83 (Janeiro 2006). ISSN 0870-4538
Reprodução do quadro do pintor brasileiro Benedito Calixto. In VISONI, Rodrigo Moura – O inventor do balão de ar quente. História. Ano XXVIII, III Série, N.º 83 (Janeiro 2006). ISSN 0870-4538

Bartolomeu Lourenço de Gusmão

Santos, Capitania de São Vicente, Brasil ∞ Toledo, Espanha, 18 de Novembro de 1724

Bartolomeu Lourenço de Gusmão foi cientista, inventor, criptógrafo, ervanário, escritor, historiador, padre, matemático e exímio orador. Ficou conhecido para a posteridade como o «Voador» por causa do seu invento ao qual os seus contemporâneos ironicamente denominaram «Passarola».
Nasceu Bartolomeu Lourenço na vila de Santos, na Capitania de São Vicente, no Brasil. Foi baptizado «Bertholameu» em 19 de Dezembro de 1685.
Era filho do português Francisco Lourenço Rodrigues, homem de negócios e de sua mulher, a brasileira Maria Álvares. Tinha onze irmãos.
Fez os primeiros estudos na Capitania de São Vicente. Ingressou depois no Seminário de Belém da Cachoeira, na Capitania da Baía, sendo a sua educação entregue ao amigo da família padre Alexandre de Gusmão, reitor do Seminário. Aí revelou o seu talento de inventor aos quinze anos, solucionando o problema de falta de água do Seminário, inventando uma máquina de elevar água até ao cume do monte onde se encontrava instalado o Seminário.
Em 1701, veio a Lisboa, com quinze anos para enriquecer o espírito e alargar os conhecimentos. De imediato se tornou famoso pela sua prodigiosa memória, tendo a capacidade de decorar os sermões e as laudas somente com uma leitura e de recitá-los às avessas.
Em terra lisboeta ficou alojado na casa do III Marquês de Fontes. Regressou ao Brasil em 1705, voltando de novo à metrópole em 1708, com a idade de 24 anos, já na qualidade de sacerdote.
Inscreveu-se na Universidade de Coimbra, na Faculdade de Cânones, mas acabou por se instalar em Lisboa, interrompendo o curso, o qual terminou em 1720, com os graus de bacharel, licenciado e doutor em Cânones.
Evidenciou-se como orador e homem de letras, mas a sua paixão era a área científica e experimental. Além da experiência do aeróstato que realizou em 1709, foi inventor em 1710 de «vários modos de esgotar sem gente as naus que fazem água», do «carvão de lama» em 1721 e da «máquina para aumentar o rendimento dos moinhos hidráulicos» em 1724.
Para realizar as suas experiências posteriores ao aeróstato, alugou umas casas em Santa Apolónia, que eram do senhor de Pancas, onde construiu um moinho de vento. A propriedade tinha árvores de fruto, casas e um pátio, que dispunha de um andar de madeira, onde este fazia as suas observações astronómicas.
Sabe-se que vivia em frente do Vale de Cavalinhos, ou seja, no Vale de Santo António, perto da Bica do Sapato.
Entre 1713 e 1715 viveu na Holanda, Inglaterra e França.
Adoptou o nome de «Gusmão» em 1718, como forma de homenagear o seu preceptor Alexandre Gusmão.
Depois de terminar o curso em 1720, o rei D. João V chamou-o para Lisboa, colocando-o no Ministério das Relações Externas. Decifrava mensagens interceptadas aos diplomatas estrangeiros.
Em Dezembro de 1720, foi encarregue de redigir a «História eclesiástica do Bispado do Porto», na qualidade de membro da Academia Real de História Portuguesa.
Foi nomeado fidalgo-capelão da casa real, em 1722 e encarregue de várias missões diplomáticas e de negociações de bulas.
Poliglota, exerceu as funções de tradutor de francês, italiano, flamengo, inglês, grego, latim e hebraico.
Acusado de bruxaria e de ter aderido ao judaísmo, foi denunciado à Inquisição pelo padre Luiz Gonzaga. Terá sido avisado da denúncia, fugindo em 26 de Setembro de 1724, na companhia de frei João Álvares de Santa Maria, da Ordem dos Carmelitas Calçados. Ambos adaptaram os nomes falsos de Miguel Santos (Bartolomeu de Gusmão) e Gabriel Santos (João Álvares). Na viagem Bartolomeu de Gusmão adoeceu. Padecendo de febres altas e delírios, foi internado no Hospital da Misericórdia de Toledo, em 11 de Novembro de 1724, acabando por morrer, com trinta e oito anos, no dia 18 de Novembro de 1724. Jaz enterrado na Igreja de São Romão, em Toledo.

Bibliografia
CARVALHO, Rómulo de – História dos Balões. Colecção Ciência para gente nova. 2.ª edição. Coimbra: Atlântida. N.º 3, 1959, p. 11-42.
ELEUTÉRIO, Victor Luís – O invento aerostático de Bartolomeu de Gusmão. História. Ano XIII, N.º 145 (Outubro 1991) p. 37-51.
FERREIRA, J. Dinis – Aeronáutica Portuguesa (Elementos básicos de História). Lisboa: Edição de autor, 1961.
Lisboa e o Tejo na Aeronáutica Nacional. Exposição biblio-iconográfica e de propaganda da aeronáutica portuguesa. Lisboa, 1959.
SILVA, Joaquim Palminha – Os gloriosos e trágicos aventureiros dos balões. História. Ano XIII, N.º 145 (Outubro 1991) p. 4-35.
VISONI, Rodrigo Moura – O inventor do balão de ar quente. História. Ano XXVIII, III Série, N.º 83 (Janeiro 2006) p. 28-33. ISSN 0870-4538.
VISONI, Rodrigo Moura – O padre que queria voar. Controvérsia (blog) [Em linha]. [Consult. 12 Maio 2009] Disponível em WWW: http://blog.controversia.com.br/2007/08/24/o-padre-que-queria-voar-2/.

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