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Terreiro do Paço, destacando-se a estátua equestre de D. José I e o acendedor de candeeiros, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - A12592
Terreiro do Paço, destacando-se a estátua equestre de D. José I e o acendedor de candeeiros, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - A12592

A inauguração da iluminação pública eléctrica na cidade de Lisboa deu-se em Outubro de 1878, quando o rei D. Luís ofereceu à Câmara Municipal seis candeeiros de lâmpadas de arco tipo Jablochkoff, que tinham sido usados pela primeira vez, a 28 de Setembro desse ano, na Cidadela de Cascais, por ocasião das festas de aniversário do príncipe D. Carlos.

As lâmpadas eram iguais às que iluminavam, na altura, a praça do Teatro da Ópera em Paris e o rei deu ordens para a compra de seis lâmpadas desse tipo, para serem experimentadas em Portugal, cuja iluminação pública e particular, na época, era feita a gás pela Companhia de Gaz Lisbonense.

Os referidos candeeiros eléctricos foram instalados em Lisboa na rua dos Mártires, no Chiado, no largo das Duas Igrejas e na varanda do Hotel Gibraltar, que estava situado na actual rua Serpa Pinto. Após esta experiência, a novidade da instalação eléctrica não se impôs logo na cidade, porque a sua expansão implicava muitos custos e a autarquia não estava preparada para esse encargo e porque as relações entre a Câmara e a Companhia de Gás Lisbonense não eram as mais pacíficas e obedeciam a um contrato de fornecimento de gás que só viria a expirar em 1880.

A resistência à imposição da luz eléctrica perdurou até 1887, a Lisbonense argumentava ser necessária prudência e observação da nova energia, para além dos custos no encargo com a aquisição de nova maquinaria, no complicado sistema de concessões necessárias a realizar com a Câmara e porque a rede de gás se tinha expandido recentemente para zonas como Belém e Olivais.

Devido à dificuldade que existia com a companhia Lisbonense, em Outubro de 1887, a Câmara Municipal de Lisboa celebrou com a empresa belga S.A. d’Eclairage du Centre o contrato por 30 anos de fornecimento de gás à cidade, com a condição de que a iluminação na avenida da Liberdade e na praça dos Restauradores fosse eléctrica, pagando o mesmo preço que pagaria se esta fosse a gás.
Nesse mesmo ano, esta empresa que tomou o nome de S.A. Gaz de Lisboa, instalou em Belém uma fábrica de gás, expandiu a rede de canalizações e colocou milhares de candeeiros na cidade, dando início a uma verdadeira expansão no campo da iluminação pública e preparando o território para a imposição da electricidade.

Finalmente, em Maio de 1889, a iluminação eléctrica é instalada em definitivo no Chiado, rua do Ouro, praças D. Pedro IV, do Município e dos Restauradores e na avenida da Liberdade, movimentando as famílias e a circulação das pessoas pela zona nobre da baixa, atraídas pela novidade e pelo progresso, tecendo-se comparações com a moderna cidade de Paris. Era o fim da lamparina como se apregoava na ruas de Lisboa.

A 10 de Junho de 1891, a veterana Lisbonense é agregada à S.A. Gaz de Lisboa e constituiu-se a CRGE, Companhias Reunidas Gaz e Electricidade, que durante 75 anos vão progressivamente desenvolver e expandir a electricidade em Lisboa quer na iluminação particular quer na iluminação pública, onde e aqui o último candeeiro a gás foi “apagado” em 1965.

Bibliografia
FERNANDES, Abílio - Lisboa e a Electricidade. Lisboa: EDP, Electricidade de Portugal, S.A, 1992. ISBN 972-8062-00-1. p.15-63
MATOS, Ana Cardoso de, FARIA, Fernando, CRUZ, Luís, RODRIGUES, Paulo Simões - As imagens do gás. Lisboa: Fundação EDP, 2005. ISBN 972-99898-0-X. p.54-76

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