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Nova do Almada (Rua)
Rua Nova do Almada, Armando Serôdio, 1965, a48047 - AFML
Rua Nova do Almada, Armando Serôdio, 1965, a48047 - AFML

A rua Nova do Almada, que começa na Rua de São Julião no número 23, e termina na Rua Garrett no número 1,  foi aberta em 1665, para resolver problemas de circulação. Isso mesmo nos diz o "Mercurio Português" (Maio de 1665), jornal de notícias de então, no seguinte artigo: "e porque o cuidado da guerra [da Restauração] não embaraça o do Governo político, em 13 deste mês se começou, em Lisboa, a abrir uma formosa Rua, de 30 a 35 palmos de largura, que começa na Rua da Calcetaria e sai ao Espirito Santo, muito convenientemente para formosura e serventia do Bairro Baixo para o Alto da cidade e sobe tão invisível, e sensivelmente, que quase parece que tudo fica plano. Por esta razão, há muitos anos que era desejada e se intentou. Nunca se conseguiu porque era necessário comprar, e derrubar muitas casas que, naquele lugar, faziam vários becos estreitos, conforme a fábrica antiga das cidades. Pode-se conseguir, com a resolução que tomou Rui Fernandes de Almada, que entrou a ser presidente do Senado da Câmara, e por memória, ao autor da obra tão útil, quis o Senado que a Rua ficasse com o seu nome e se chama a rua Nova do Almada".

À semelhança das outras ruas do Chiado, também esta artéria foi conhecida pelas suas magnificas lojas de que se destacavam o "Eduardo Martins", a "Casa Batalha" e a "Pastelaria Ferrari", desaparecidas aquando do incêndio de Agosto de 1988. 

Até aos anos 50, do século XX, também ali esteve a  Igreja da Conceição Nova, construída em 1698 e restaurada depois do Terramoto de 1755. O arquitecto da reconstrução foi Remígio Francisco de Abreu. Possuía um interior revestido de mármores, e tecto de madeira com pinturas de Pedro Alexandrino. O templo foi adquirido pela Caixa Geral de Depósitos à Irmandade do Santíssimo, celebrando-se a escritura em 28 de Dezembro de 1950, foi demolida para dar lugar ao prédio neopombalino daquela instituição bancária.
Freguesias: São Nicolau (números pares) e Mártires (números impares)
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Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa. IX Volume, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1992-1993, p. 60.
CASTILHO, Júlio de, Lisboa Antiga - o Bairro Alto. II Volume, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1955, p. 221.
COSTA, Mário, O Chiado pitoresco e elegante: história, figuras, usos e costumes. Lisboa: Câmara Municipal de Lisboa, 1987.
MACEDO, Luís Pastor de, Lisboa de Lés a Lés. II Volume, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1955.


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