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Carmo (Rua do)
Cortejo camoneano, Joshua Benoliel, 1913, A4282 - AFML
Cortejo camoneano, Joshua Benoliel, 1913, A4282 - AFML

Rua do Carmo
Esta rua deve seu nome ao Convento de Nossa Senhora do Carmo (1347), construído por vontade de D. Nuno Álvares Pereira. Em 1400, D. João I manda urbanizar a colina do Carmo, que é totalmente arrasada no Terramoto de 1755. A abertura desta artéria insere-se, assim, nos novos planos urbanísticos de Lisboa e toma o nome do local.

A rua faz parte do Chiado, zona emblemática da cidade, foi outrora, "quando todo o transito se fazia pelos Paulistas, Loreto e rua Nova do Carmo, esta serventia entre as duas igrejas e o Espírito Santo (hoje Palácio Barcelinhos) foi o Boulevard des Italiens, a Regente Street, a puerta del Sol, o Unter den Linen, o Corso de Lisboa" (Castilho, BA, vol. II, 221).

Depois do incêndio de Agosto de 1988, a rua do Carmo tomou novo fôlego, e se outrora se destacava pelo comércio elegante, cujas montras eram um prazer para os sentidos, desde os figurinos de última moda, passando pelos requintados objectos de uso doméstico, até às iguarias mais "finas". Hoje, graças ao traço de Siza Vieira, é novamente uma artéria de bom gosto cuja arquitectura conjuga a modernidade e tradição.

Os Armazéns Grandella e Armazéns do Chiado são duas superfícies comerciais onde hoje existe um comércio florescente, indispensável na animação da zona.
Francisco de Almeida Grandella (1853-1934), impressionado com o Printemps de Paris, mandou fazer de raiz "Os Grandes Armazéns Grandella", introduziu no país o anúncio comercial  e, num golpe de génio, usou  a acusação de contrabando publicitando os novos produtos com a frase "Chegaram mais fazendas de contrabando".
Os Armazéns do Chiado (1894) encontram-se no local do antigo convento do Espiríto Santo, arruinado pelo Terramoto de 1755,  foi palácio e hotel sucessivamente conhecido como Europa, Gibraltar, Universal e Embaixadores. Em 1880 ardeu, e em 1884 o corpo central passou a fazer parte dos Armazéns do Chiado.
Freguesias:  São Nicolau (números pares) e Sacramento (números impares)
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Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa. IX Volume, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1992-1993, p. 60.
CASTILHO, Júlio de, Lisboa Antiga - o Bairro Alto. II Volume, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1955.
COSTA, Mário, O Chiado pitoresco e elegante: história, figuras, usos e costumes. Lisboa: Câmara Municipal de Lisboa, 1987.
LISBOA, Câmara Municipal - Grandella: o grande homem. 2ª Edição. Lisboa: Câmara Municipal de Lisboa, 2001.
SANTANA, Francisco e Sucena, Eduardo, (dir.), Dicionário da História de Lisboa, Lisboa, [s. n.], 1994, p. 273.


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