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Martinho da Arcada (Café-Restaurante )
Café Martinho da Arcada, Eduardo Portugal, 1942, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML – B095190
Café Martinho da Arcada, Eduardo Portugal, 1942, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML – B095190

Localização
Praça do Comércio
Freguesia: Madalena

Este café existe desde 1778, chamava-se então Café da Neve. Mudou de nome consoante os seus proprietários, tendo sido conhecido por Casa de Café Italiana (1784), Café do Comércio (1795), Café dos Jacobinos (1809), Casa da Neve (1820) e foi em 1829 que adquiriu o nome de Café Martinho, por ter sido comprado por Martinho Bartolomeu Rodrigues. Recebeu o nome de Café do Martinho da Arcada, em 1845, para ser diferenciado do novo café do mesmo nome que o seu proprietário abrira no Rossio. Tornou-se famoso por ter sido frequentado por Fernando Pessoa, mas também teve como clientela Lopes Mendonça, Afonso Costa, Manuel da Arriaga, Bernardino Machado, França Borges, Cesário Verde, António Botto, Augusto Ferreira Gomes e António Ferro. O chamado Grupo do Orpheu assentou arraiais no café e Almada Negreiros aí declamou o seu Manifesto Anti-Dantas.
Em 1778, quando abriu ao público vendia bebidas e sorvetes. Em 1782, também se adquiriam neste estabelecimento os bilhetes para as seges que faziam o percurso entre o Terreiro do Paço e Belém. Permaneceu na posse da família Rodrigues até 1899. No início do século XX, o seu proprietário era José Isidoro Pereira que, em 28 de Dezembro de 1925, trespassou o café à firma Mourão & Simões, Lda. Um dos sócios desta firma, Alfredo de Araújo Mourão, tornou-se proprietário do café em 1928, sendo herdado por sua filha em 1960. Este café foi classificado imóvel de interesse público, pelo IIPC, em 1984, graças aos esforços da professora Carmo Vieira e dos seus alunos da Escola Secundária do Marquês de Pombal. Esta professora foi fundadora da Associação Pessoana dos Amigos do Martinho da Arcada. Em1988, foi aberto concurso para a remodelação do café, sendo atribuída a obra ao arquitecto Hestnes Ferreira. Essa obra, financiada pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, orçou em 42 mil contos. O Café Martinho da Arcada reabriu com nova gerência, em 22 de Fevereiro de 1990, com uma luxuosa sala de jantar. Mantém a um canto a mesa onde Fernando Pessoa escreveu os poemas da Mensagem e tem actualmente um painel de azulejos representando o escritor. Em 1 de Junho de 2000, este café atribuiu uma mesa a José Saramago em homenagem ao escritor português Prémio Nobel da Literatura.

Bibliografia
SUCENA, Eduardo, «Cafés» in SANTANA, Francisco e SUCENA, Eduardo (dir.), Dicionário da História de Lisboa, dir. Francisco Santana, 1.ª ed., Sacavém, Carlos Quintas & Associados – Consultores, 1994, p. 192.
GURRIARÁN, José António, Lisboa: Uma Cidade Inesquecível. Mapa e roteiros completos, Mérida, Badajoz, Limite Visual cop., 1997, pp. 184, 188 e 189.
MARTINS, Maria João, «Cafés de Lisboa, modo de amar» in O sabor dos cafés, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 2000, pp. 28-30.
COSTA, Maria Carvalho da, Café Restaurante Martinho da Arcada, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 2001.
DIAS, Marina Tavares, Os cafés de Lisboa, 2.ª ed., Lisboa, Quimera Editores, 1999.


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