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Rato (Largo)
Largo do Rato, Judah Benoliel, 195?, A27322 – AFML
Largo do Rato, Judah Benoliel, 195?, A27322 – AFML

Largo do Rato
Este lugar nasceu no cruzamento de vários caminhos que faziam o escoamento do trânsito da cidade. Além da antiga Cotovia, agora Escola Politécnica, ali entroncavam também o Salitre, proveniente das Hortas de Valverde e Rua das Pretas, o caminho de São Bento, que nascia na Boavista, junto ao rio, a estrada de Campolide, hoje rua das Amoreiras e, por fim, duas estreitas azinhagas que levavam uma ao alto de Campo de Ourique, a actual rua do Sol, e outra aos terrenos da quinta dos padres do Oratório.
O nome desta zona tem origem na alcunha que popularizou o esquecido patrono do Convento Trino, que domina o largo, e até finais do século XIX o único edifício de características nobres. Em 1621, Manuel Gomes de Elvas, influente cristão-novo de Lisboa, ali fundou um convento para Senhoras da Ordem da Santíssima Trindade, o primeiro desta Ordem em Lisboa. Depois da sua morte continuou a ser apadrinhado pelos seus descendentes, um deles, Luís Gomes de Sá e Meneses, tinha por alcunha “o Rato”, alcunha que se apegou ao convento e estendeu-se ao largo fronteiro. O edifício, que hoje se vê, foi profundamente alterado ao longo dos tempos e, entre 1881-85 – depois da extinção dos conventos –, sucessivamente adaptado para outros fins.
A construção do Aqueduto tornou o lugar mais procurado, e a consequente abundância de água permitiu a instalação de algumas indústrias como a “Real Fábrica das Sedas”, a “Real Fábrica de Loiça do Rato”, e a inauguração, em 1744, do chafariz na esquina com a rua da Escola Politécnica.
Em 1781 Luís José de Brito, “Contador do Real Erário e tesoureiro das contribuições para a superintendência das obras das Águas Livres”, construiu uma enorme casa-nobre com dois pisos: o inferior com janelas de peito, o segundo de sacadas e, ao centro, um enorme portal de acesso sustenta um janelão com varanda, ao gosto da época.
Depois da morte de Brito o palácio foi comprado pelo barão de Quintela. Aqui viveu a sua filha D. Maria Gertrudes e o marido, 4º conde da Cunha. Neste palácio se deram as festas mais badaladas da Lisboa cabralista. Em 1839, a casa é aumentada à custa da fábrica de loiça e os donos mandam construir uma capela, hoje mais conhecida por “capela do Rato”, onde se realizou a célebre vigília contra a guerra colonial nos dias 30 e 31 de Dezembro de 1972. Em 1876, os problemas financeiros dos marqueses de Viana obrigam à alienação do palácio, sendo adquirido pelo visconde de Monforte. Até à sua venda ao Partido Socialista foi propriedade dos marqueses da Praia e Monforte.

Só nos finais do século XIX o velho largo, cujo crescimento não tinha merecido qualquer atenção por parte das autoridades, conhece alguma disciplina urbana mantendo o seu carácter de largo de cruzamento de caminhos. Abriu-se a rua Alexandre Herculano, ligando o local à avenida Liberdade, cerca de 1930 cortou-se a avenida Pedro Álvares Cabral, ligando à Estrela, e depois a rua de D. João V.

Numa tentativa de homenagear a República dos Estados Unidos do Brasil, a jovem República Portuguesa tentou mudar-lhe o nome para Praça do Brasil, esforço inglório. Não obstante o total desconhecimento do “Rato”, patrono do convento Trino, os lisboetas resistiram à mudança toponímica.
Freguesia: São Mamede
Bibliografia
AUGUSTO-FRANÇA, José, A sétima colina: roteiro histórico e artístico, Lisboa, Livros, Horizonte,  1994, p. 138.
SANTANA, Francisco e Sucena, Eduardo, (dir.), Dicionário da História de Lisboa, Lisboa, [s. n.], 1994, p. 950.

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