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Escola Politécnica (Rua da)
Escola Politécnica, fachada principal, Paulo Guedes, inicío séc. XX, A9806 - AFML
Escola Politécnica, fachada principal, Paulo Guedes, inicío séc. XX, A9806 - AFML

Na Rua da Escola Politécnica sobressaem vários edifícios, entre os quais, o prédio Gonzaga Ribeiro, pela qualidade do desenho; e o Palacete Castilho como um dos mais antigos da rua que tomou o nome da família que ali habitou até meados do século XIX.
A Escola Politécnica, que dá o nome à rua, é de meados de oitocentos mas a história deste local está ligada à instituição do Noviciado da Companhia de Jesus e, depois da expulsão desta Ordem (1759), ali se instalou o Real Colégio dos Nobres, fundado por carta régia de Dom José I em 7 de Março de 1761. Neste Colégio pretendia-se aplicar um novo método pedagógico, no qual o ensino da ciência e da técnica tinha um papel importante na formação de nobres esclarecidos destinados à futura classe dirigente. Depois do Terramoto de 1755, a traça do edifício foi adaptada pelo arquitecto Carlos Mardel.
A revolução liberal e a concomitante reforma do ensino levou à criação de uma escola de instrução militar preparatória, a Escola Politécnica de Lisboa em 11 de Janeiro de 1837. Para valorizar o ensino daquela instituição foi-lhe anexado o Real Observatório Astronómico da Marinha e criados um gabinete de Física, um de História Natural, um Laboratório de Química e um Jardim Botânico.

Em frente da Escola Politécnica situa-se a Casa das 11 Portas cujo risco é atribuído ao arquitecto Pierre-Joseph Pézerat (1858).

O actual edifício da Imprensa Nacional (nome dado em 1820 à antiga Régia Oficina Tipográfica) foi construído em 1913 na área ocupada pelo antigo Solar dos Soares e Noronha; cujo último dono, Dom Rodrigo António de Melo o arrendou ao Estado para a instalação da Impressão Régia.

A construção do Palácio Rebelo de Andrade Seia, começou por volta de 1750, por iniciativa de António Rebelo de Andrade, cavaleiro de Cristo, pertencia ao círculo de influência de Sebastião José de Carvalho e Melo. No século XIX, o palácio foi comprado pelo rico comerciante Manuel de Miranda Correia cuja filha casou com o 1º conde de Seia. Um dos últimos proprietários foi o escritor Dom Alberto Bramão, outro nome porque é conhecido o edifício.

O Palácio Cruz Alagoa foi mandado construir pela família Cruz (1757) de origem modesta mas cujas capacidades empreendedoras foram amplamente recompensadas por Marquês de Pombal, nomeadamente através da atribuição do titulo nobiliárquico e armas de Alagoa.

O Palácio Palmela foi originalmente construído pelo arquitecto Manuel Caetano de Sousa a quem a Rainha Dona Maria I doou a extrema da Quinta do Noviciado dos Jesuítas que fazia gaveto com o antigo largo do Brasil, agora do Rato.

A Real Fábrica das Sedas foi fundada por um francês de nome Godin que conseguiu um privilégio para fabricar seda em 1732. Em 1750, a empresa passa para o Estado, e em 1757 o marquês de Pombal entrega a sua administração a José Francisco da Cruz, depois Alagoa. A par da publicação pelo marquês de rigorosos estatutos de funcionamento, o novo administrador chama mestres estrangeiros para os quais constrói casas junto da sua mansão, ou seja, junto da fábrica. Foi incentivado o cultivo do sirgo e das amoreiras, fundamentais para a alimentação do bicho da seda.
Após anos de laboração a fábrica foi perdendo importância. As invasões francesas e a concomitante partida da Família Real e da Corte para o Brasil retiraram-lhe a clientela, e o triunfo do liberalismo deu-lhe o golpe final. Desde então as instalações foram sendo sucessivamente vendidas. Dos vários estabelecimentos comerciais que ali funcionaram destaca-se um afamado café a “Flor do Rato”.
Freguesia: São Mamede; Mercês
Bibliografia
AUGUSTO-FRANÇA, José, A sétima colina: roteiro histórico e artístico, Lisboa, Livros, Horizonte,  1994, p. 102.
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, XI volume, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1992-1993, p.  19.

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