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Belém (Biblioteca Municipal de )
Biblioteca Municipal de Belém, 1967, Vasco Gouveia de Figueiredo, Arquivo Fotográfico Municipal, AFML - A57083 (Clique para ampliar)
Biblioteca Municipal de Belém, 1967, Vasco Gouveia de Figueiredo, Arquivo Fotográfico Municipal, AFML - A57083 (Clique para ampliar)

Localização
Rua da Junqueira, n.º 295

Data
11 de Junho de 1965


A Biblioteca Municipal de Belém, inaugurada em 11 de Junho de 1965, encontra-se instalada no corpo poente dum palacete setecentista, mandado construir pelo 3.º Marquês de Angeja e 4.º Conde de Vila Verde, D. Pedro José de Noronha e Camões de Albuquerque Moniz e Sousa.

O palácio assume também a designação Angeja-Palmela, visto o 4.º Marquês de Angeja, D. José Xavier, ter casado com uma filha dos 2.ºs Condes de Lavradio, e terem sido os Lavradios a erguer a capela do Palácio. O actual Largo do Marquês de Angeja constituía quase todo o pátio da casa.

Biblioteca Municipal de Belém, 2003, Ernesto Matos (Clique para ampliar)
Biblioteca Municipal de Belém, 2003, Ernesto Matos (Clique para ampliar)

Foi neste seu palácio da Junqueira que o Marquês de Angeja reuniu um museu de curiosidades, descrito em 1782 por D. Francisco Perez Bayer, director da Real Biblioteca de Madrid. D. Pedro de Noronha dedicou-se ao estudo das Ciências Naturais. A enumeração das suas colecções remete para o vanguardismo deste aristocrata que, atento ao movimento enciclopedista da época, recolheu material nacional e estrangeiro, no intuito de vir a construir um Museu de História Natural, anexo ao seu Palácio do Paço do Lumiar, actual Museu Nacional do Traje.

O Palácio foi adquirido, em 1910, por José Alves Dinis e convertido em prédio de rendimento.

Foi, posteriormente, colégio destinado a familiares de pescadores da frota bacalhoeira com o nome de Stella Maris e acabou por ser adquirido, em 1962, pela Câmara Municipal de Lisboa.

No seu recheio bibliográfico (constituído inicialmente pelo fundo da Biblioteca de Alcântara, extinta por motivo da demolição do edifício do Largo do Rilvas, n.º 10), ingressaram cerca de 1.000 volumes provenientes da biblioteca que funcionou no Castelo de S. Jorge – Posto de Turismo até Março de 1964. Possuía uma sala de leitura exclusivamente destinada a leitores cegos, dotada com um já importante núcleo de livros em Braille.

Recebeu também, à data da sua inauguração, por falta de espaço no Palácio Galveias, a Hemeroteca da Biblioteca Municipal Central, a Doação do Padre Ruela Pombo e ainda alguns milhares de livros brasileiros. A Biblioteca Municipal de Pedrouços, encerrada em 31 de Maio de 1965, devido à pequena distância que a separava da Biblioteca de Belém, ficou constituindo um apoio a esta última.

À data da inauguração, ocupava apenas uma parte do 1.º piso do edifício, englobando a sala de periódicos, uma sala infantil e uma sala de leitura, bem como a sala da Doação Ruela Pombo e a biblioteca para cegos. Todo o rés-do-chão estava ocupado com a Hemeroteca Municipal.

Em 1973, com a saída da Hemeroteca Municipal, o espaço foi ocupado com o serviço das Bibliotecas Móveis e Livro Antigo. Posteriormente, em 2005, todo o espaço ficou liberto para novas funções, ligadas às salas infantis e multimédia.

Aproveitou-se o ensejo da Biblioteca Municipal de Belém ser inaugurada no dia seguinte ao da solene inauguração da estátua equestre de D. João VI, oferecida por Portugal à cidade do Rio de Janeiro, para se manter em exposição, junto da entrada da biblioteca, o modelo em gesso, da mesma estátua, obra do escultor Barata Feyo.


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