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Alcântara
Mercado de Alcântara, 1940/1949, Eduardo Portugal, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - B094440 (Clique para ampliar)
Mercado de Alcântara, 1940/1949, Eduardo Portugal, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - B094440 (Clique para ampliar)

Alcântara – topónimo de origem árabe que significa “a ponte”.
Freguesia: Alcântara

Aqui se perdeu a independência na derradeira batalha contra os exércitos espanhóis (1580). Refrega de forte significado histórico-político, mas de reduzida importância técnico-militar.

Também de outros tempos é a Ribeira de Alcântara, ao longo da qual corriam as quintas, bem providas de bosques, pomares e vinhas. No século XVII várias indústrias aproveitam a energia hidráulica da ribeira e aparecem, entre outras, fábricas de pólvora, fornos de cal, e diferentes tipos de manufacturas. A Alcântara-mar foi também uma zona privilegiada para o comércio, especialmente o externo, garantido por um porto seguro.

Pelo século XIX são construídas unidades relacionadas com a indústria química: azeites, óleos, sabão, estearina etc. A industrialização oitocentista deu origem a um novo conjunto urbano aquilo a que Norberto Araújo chamou a “Alcântara popular”.

Caminhando em direcção ao Tejo e para Belém destaca-se a zona da Junqueira, zona de bonitas e ricas casas. Nos finais do século XVII esta zona ganhou fama graças à crença nas propriedades curativas da água. Junqueira, era a praia mais próxima da cidade com as condições de salubridade necessárias, pois já naquela época, cerca de 1820, havia três quilómetros para cada lado do Terreiro do Paço, de depósitos insolúveis de lodo. O acesso à praia fazia-se por um declive suave e no tempo do calor, por volta das 4 ou 5 da manhã, famílias inteiras a dirigiam-se em botes ou “barcas de banhos” para aquela “praia”.

Bibliografia
SANTANA, Francisco e Sucena, Eduardo, (dir.), Dicionário da História de Lisboa, Lisboa, [s. n.], 1994, p. 29.
CASTILHO, Júlio de,  A ribeira de Lisboa: descrição histórica da margem do Tejo desde a Madre de Deus até
Santos-o-Velho, III e IV volumes, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1940.


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