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Pedrouços (Rua de )
Praia entre a Ribeira e a antiga Praia de Pedrouços, Eduardo Portugal, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - B094312 (Clique para ampliar)
Praia entre a Ribeira e a antiga Praia de Pedrouços, Eduardo Portugal, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - B094312 (Clique para ampliar)

Pedrouços – topónimo que significa grande amontoado de pedras

Pedrouços, zona entre a ribeira de Algés e a avenida da Torre de Belém, foi até ao final do século XVII um local pouco povoado e, como todas as zonas periféricas da cidade de então, tinha quintas de gente nobre - entre elas avultava a dos duques de Cadaval - e algumas habitações modestíssimas.

A moda do banho de mar, vinda de outras terras, assim como a crença crescente nas qualidades terapêuticas dos banhos de mar, contribuiu para Pedrouços se tornar num local de veraneio e de divertimento. Ao facto de ter areia e água limpa juntou-se uma nova forma de sociabilizar, menos rígida. A sociedade lisboeta passou a ter o hábito de ir tomar banhos de “mar” para Pedrouços e toda a família que se quisesse destacar, demorava-se, pelo menos, dois meses. Garrett por ali chorou vários desgostos de amor, Herculano acompanhou-o, mas contrariado, Fontes Pereira de Melo e Hintze Ribeiro aproveitavam para descansar das lides governamentais.

Esta praia foi muito “elegante” entre 1840 e 1875 mas, no final do século, com a abertura da via-férrea, perdeu importância, destacando-se a praia de Cascais onde a Família Real tinha casa. A linha de Cascais foi inaugurada a 30 de Setembro de 1889, iniciando-se na estação de Pedrouços, aguardando pela conclusão das obras que iriam ligar ao Cais do Sodré.

Ao longo do século XX, Pedrouços evolui para bairro citadino. O êxodo dos habitantes da cidade de Lisboa em busca de melhores ares, aquando das epidemias de cólera e febre-amarela nos finais do século XIX, e o aparecimento do carro americano e, depois, do eléctrico aproximaram-no da cidade.
Bibliografia
NEU, João B. M., Em volta da Torre de Belém: Pedrouços e Bom Sucesso, Lisboa, Livros Horizonte, 1998.


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